Um rio, várias maneiras de olhar
A Martinha, também chamada Cachoeira do Casca, é uma sequência de água e pedra. O rio encontra degraus de rocha, se abre em quedas sucessivas e segue entre poços e corredeiras. Em vez de procurar uma única vista principal, vale caminhar entre os pontos e notar como o mesmo rio muda em poucos metros. A paisagem tem um movimento que uma foto isolada dificilmente conta.
Há trechos em que a água corre com mais força e outros em que o poço parece convidar a uma pausa. Essa diferença é parte do encanto, mas também orienta a escolha do lugar para ficar. Veja primeiro como está o rio no dia e procure os pontos usados na visitação local para o banho. As corredeiras pedem outro cuidado e não devem ser confundidas com os poços mais calmos.
O passeio funciona bem para quem gosta de explorar aos poucos, sem tratar a primeira queda como destino final. Dê tempo para olhar a água de mais de um ângulo, reparar nas formas da rocha e escolher uma parada que combine com o ritmo do grupo. Na Martinha, o caminho curto entre um ponto e outro já faz parte da visita.
O nome Cachoeira do Casca lembra o rio que desenha essa sequência. A água não cai de um único paredão: ela procura passagens entre os degraus de pedra e cria cenas diferentes ao longo do percurso. É por isso que a visita fica melhor quando você se permite andar um pouco mais, em vez de escolher o primeiro poço sem conhecer os outros.
Pelo caminho de Campo Verde
A cachoeira fica no eixo da MT-251 em direção a Campo Verde, a dezenas de quilômetros da cidade de Chapada dos Guimarães. Ela está fora do circuito de cachoeiras do parque nacional, por isso o acesso não segue as mesmas portarias ou regras dos passeios dentro do parque. Confira o ponto de entrada antes de sair; chegar ao trecho certo da estrada faz diferença num lugar com várias quedas.
Entre os pontos da Martinha, há pequenos deslocamentos a pé em terreno que pode ficar úmido perto da água. Calçado com boa aderência, água e proteção para o sol ajudam a passar o período ali com conforto. Como não há uma regra operacional única e atual para todos os acessos e serviços, peça ao turismo municipal a orientação mais recente sobre a área de visitação.
Escolha o banho depois de ver o rio, não antes de chegar. A vazão muda a leitura dos poços, especialmente em época de chuva. Quando a água estiver forte, uma parada para contemplar as quedas ainda rende um belo encontro com o rio da Casca.
Fontes deste guia
- Prefeitura de Chapada dos Guimarães · Martinha/Casca ↗
- Serviço Geológico do Brasil · Geoparque Chapada dos Guimarães ↗
Consulta editorial em 24 de setembro de 2026.

