Um rio que muda a cada curva
A graça dos Couros é acompanhar a água e perceber como ela muda de comportamento. No Parque Estadual Águas do Paraíso, o rio passa por lajes, corredeiras, prainhas e quedas grandes o bastante para fazer você parar no caminho. A Muralha aparece perto da entrada; adiante vêm as Prainhas, São Vicente e o Parafuso. Cada trecho tem sua própria escala, e o passeio fica mais interessante quando não se tenta resumir tudo à catarata final.
Nas Prainhas, a relação com o rio é próxima. Em São Vicente, a água corre sobre a rocha de outro jeito. No Parafuso, ela se concentra num canal antes de alcançar um poço amplo. É fácil gastar tempo passando de um ponto para o outro, olhando de novos ângulos e escolhendo onde ficar mais. O banho acontece nos locais liberados no dia; o mirante da queda principal é uma parada para olhar, não para entrar na água.
Ao fim do circuito, a Catarata dos Couros se divide em três quedas que somam cerca de 70 metros. Vista de cima, ela dá outra medida para o rio que você acompanhou desde o começo. Vale guardar energia e luz do dia para chegar ao mirante com calma e voltar sem atropelar o percurso. Couros rende um dia cheio justamente porque há muito para ver antes do grande desnível.
Da estrada de terra ao mirante
A saída costuma ser de Alto Paraíso: cerca de 18 km pela GO-118 e mais aproximadamente 20 km pela GO-575, sem pavimentação. Essa segunda parte já pede tempo e atenção. É melhor chegar com o dia livre do que contar só os quilômetros no mapa, porque a estrada, a caminhada e as paradas à beira do rio entram na mesma conta.
Dentro do parque, há uma opção curta até a Muralha e outra mais longa para quem quer alcançar o mirante da catarata. O caminho inclui descida, piso natural e pedras que podem estar molhadas. Calçado firme faz diferença, assim como água e lanche para não precisar encurtar o passeio quando a paisagem começa a prender você. Converse com o condutor sobre o trecho que faz sentido para o grupo e deixe a volta no planejamento.
A entrada é gratuita, e a visita é feita em grupos de até seis pessoas com condutor local. A página do parque informa funcionamento das 8h às 17h e entrada até as 15h; confirme esses dados e o acesso pela estrada antes de sair. Depois de combinar a parte prática, o melhor roteiro é o que deixa tempo para escolher uma prainha, escutar o rio e chegar ao mirante ainda com vontade de olhar.
Fontes deste guia
Consulta editorial em 24 de setembro de 2026.

